quinta-feira, 24 de abril de 2014

VOCÊ SE CONSIDERA SAUDÁVEL?

Qual seu parâmetro de saúde?

Nem sempre ser saudável, significa o mesmo que não possuir ou desenvolver doenças. Muitas vezes algumas alterações já instaladas no seu organismo, podem apenas maquiar uma falsa impressão de saúde! CUIDADO!

Já é sabido e muito estudado, que antes mesmo de qualquer diagnóstico de doenças, alterações orgânicas (muitas vezes não percebidas) se desenvolvem a longo, médio ou curto prazo em nosso organismo (varia de acordo com nossa individualidade bioquímica).

Essas alterações em sua maior parte, cerca de 70% ou mais, são extremamente influenciadas por fatores ambientais (alimentação, exposição a xenobióticos (agrotóxicos, poluentes, substâncias carcinogênicas, transgênicos, substâncias alergênicas), estresse emocional, entre outros).

Por isso, é tão importante estar atento (a) a alguns sinais e sintomas que nosso corpo nos transmite!
Mesmo não apresentando alterações em exames sanguíneos, há alterações subclínicas que interferem na sua saúde em sua totalidade!

Não considere normal, por exemplo, ter dores de cabeça com uma certa frequência; ou ter queda de cabelo recorrente; aparecimento de acne; alteração em pele; resfriados ou infecções de repetição; fadiga ou cansaço crônico; alterações na qualidade do sono e humor, etc.


Uma simples privação do sono (por diversas razões causais) pode predispor por exemplo a obesidade por diversos mecanismos (cientificamente comprovados), tais como: aumento da fome, alteração da termoregulação, aumento da fadiga, redução do gasto energético... 
O tratamento para modificar os fatores que interferem na qualidade do sono, incluem: qualidade da dieta (adequada e individualizada para cada caso), modulação hormonal (alimentação e nutrientes), higiene do sono, melhora do status antioxidante, intervenção fitoterápica (se necessária), etc.

Se você deseja saber mais sobre como melhorar sua saúde, marque sua consulta!


Um abraço, 














Novo Brooklin - Av. Eng Luis Carlos Berrini, 1500, 9 andar - (11) 5501.2200- www.healthy.com.br
Moema - Al. dos Maracatins, 1435 - Cjto 1201 - (11) 5084.4991 ou 27680200 - www.flaviamartelli.com.br
Jd Europa - Av Cidade Jardim, 993- (11) 3078.1992 - www.clinicabersou.com.br



















segunda-feira, 8 de abril de 2013

MARACUJÁ NA COLHER (Sem açúcar = paladar saudável)




PARA FICAR CALMINHA!



  • Curiosidades: fonte de vitaminas A e C, potássio, cálcio e ferro, e fitoquímicos -passinflorine, licopeno e carotenoides! 



  • Estudos: prevenção Câncer, Hipertensâo, DCV, alterações do sono, desordens nervosas gastrointestinais! 



  • Dicas: escolha frutas grandes, pesadas e firmes. Experimente adicionar nas saladas e sobre frango, peixe ou porco para dar um sabor sutil e exótico! 



Instagram

quarta-feira, 13 de março de 2013

Para mamães de plantão! Seu útero pode programar doenças em seu bebê!

Um recente estudo de revisão publicado no Journal of Pregnancy, conduzido pelo departamento de Biomedicina e Patologia de Virginia/ EUA, mostra evidências de estudos observacionais e experimentais ligando exposições adversas no início da vida uterina, relacionadas a nutrição na suscetibilidade à doenças crônicas na idade adulta. Estes estudos fornecem a base e estrutura para o campo relativamente novo das origens desenvolvimentistas da saúde e da doença (DOHaD).


A prevalência crescente de Síndrome Metabólica, Diabetes, Obesidade, entre outras doenças crônicas não-transmissíveis na idade adulta, apresentam provas crescentes que a exposição intra-uterina é um gatilho para o desenvolvimento destas: geralmente relacionado à resistência a insulina, fluxo excessivo de ácidos graxos saturados e um estado pró-inflamatório crônico.

A hipótese "parcimoniosa de fenótipo" - programação metabólica, colocada por Hales e Barker, propõe que a pobreza da nutrição fetal e pós-natal precoce impõe mecanismos de poupança nutricional sobre o indivíduo em crescimento. Em condições de grave privação intra-uterina, o feto em desenvolvimento pode perder unidades funcionais e estruturais, tais como as células pancreáticas β, néfrons e cardiomiócitos (os estudos mostram que cérebro, rins, pâncreas e coração nos fetos são os mais afetados pela indução de resistência a insulina, devido a má nutrição gestacional).

O "catch up", fase de recuperação de crescimento, geralmente 1 a 2 anos após o nascimento, é um janela terapêutica para reverter a má nutrição gestacional no pós-parto, vulgarmente podemos citar como uma nova reprogramação metabólica. Estudos descobriram que a recuperação do crescimento muitas vezes resulta em excesso de compensação, através do qual o organismo excede o peso normal e muitas vezes tem a deposição de gordura excessiva. Este rápido crescimento excessivo e tem sido associado com o desenvolvimento da obesidade adulta, a resistência à insulina, a síndrome metabólica, diabetes de tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.


O estudo cita outros gatilhos da desnutrição gestacional, como:
- O estresse oxidativo, lesando em especial as células do pâncreas e diminuindo as defesas anti-oxidantes;

- O aumento de glicocorticóides circulantes pelo estresse materno (incluindo restrição de nutrientes, aumento de cortisol), alterando o eixo (HPA - hipófese pituitária adrenal), relacionados com hipertensão na idade adulta e BP (baixo peso ao nascer);

- Alteração do NPY (neuropetídeo Y), leptina, entre outros, modificando apetite e geração de energia fetal relacionados com o excesso de peso materno;

- A epigenética: Um crescente corpo de evidência apoia o papel de que mudanças ambientais induzem  a suscetibilidade a doenças, especialmente com relação a alimentação materna. Por exemplo: 

A baixa ingestão de proteínas, relacionando-se com resistência insulina, aumento da produção  de colesterol nos fetos/ e o excesso - relacionado com hipertensão dos fetos na idade adulta;

A carência de micronutrientes como Cobre, Zinco, Vitamina E, demonstrou ter reduzido o nível de   atividade de  placenta 11β-hidroxiesteróide-desidrogenase-2, uma enzima que protege o feto da exposição   excessiva aos glicocorticóides maternos/ resultando em alterações de insulina, baixo peso ao nascer e  alteração da pressão sanguínea sistólica logo no pós-desmame (entre outros exemplos de deficiências de micro e macronutrientes na dieta materna e suas consequências para o feto);

Estudos discutidos neste trabalho fornecem evidências de que a dieta da mãe durante a gravidez podem exercer efeitos importantes sobre a saúde de curto e de longo prazo de seus filhos, incluindo a programação da síndrome metabólica. O DOHaD é um campo relativamente novo de pesquisa. Com uma compreensão mais completa do papel da saúde materna e nutrição no início e progressão da síndrome metabólica e outros transtornos, vem a esperança de prevenção de doenças crônicas em seus primórdios.

Referência Bibliográfica:
Bonnie Brenseke, M. Renee Prater, Javiera Bahamonde, and J. Claudio Gutierrez. Current Thoughts on Maternal Nutrition and Fetal Programming of the Metabolic Syndrome. Journal of Pregnancy, vol. 2013, Article ID 368461, 13 pages, 2013. doi:10.1155/2013/368461


Postagens populares